Corrigindo a órbita de nossas vidas

A algum tempo atrás li a notícia “Órbita da ISS foi corrigida com sucesso”. A notícia dizia que a estação espacial (um laboratório de pesquisas no espaço) foi elevada em 2,2 km para situar-se assim em uma altitude de aproximadamente 400km de altitude da terra. As manobras foram executadas por experimentados astronautas de uma astronave de cargas de nacionalidade russa.

Outra notícia interessante publicada no ano passado, dizia que um submarino de exploração não tripulado (um robô) atingiu o ponto mais profundo do oceano a 11,5km de profundidade na chamada fossa das Marianas (nas Ilhas Marianas, localizada no Oceano Pacífico, a cerca de 2.500 km a leste das Filipinas).

Fiquei imaginando, “é realmente o homem está chegando bem longe”. É interessante que no livro do Gênesis capítulo 11, encontramos a narrativa de um povo que planejou edificar uma torre que chegasse até os céus e a narrativa bíblica diz que este evento ocasionou a diversidade de línguas. O grupo que desejava construir a torre tinha uma meta perigosamente audaciosa, eles desejavam se tornar famosos ou semelhantes a Deus. A tradição nos diz que eles eram comandados por Ninrode, um homem muito poderoso que edificou muitas cidades, entre as quais Nínive e Calá.

Ninrode era neto de Cam, um dos 3 filhos de Noé. E viveu 400 anos após o dilúvio, sendo a quarta geração desde as águas. O final da história é conhecido, Deus confundiu a língua do povo para que não entendessem uns aos outros e os espalhou pela face da terra. Desta forma eles pararam de construir a torre.

O objetivo das viagens espaciais, bem como das explorações submarinas, está condicionada às pesquisas de melhoria da qualidade de vida humana. Muitos dos materiais e produtos comuns no nosso cotidiano, foram fruto destas pesquisas. Algumas vezes também tem objetivos militares, mas não temos visto nenhuma destas explorações serem motivadas a buscar ser semelhantes a Deus.

Para evitar entrar em contradição com o objetivo divino, devemos ter em mente que Efésios 2.10 diz que “… somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. Quando o homem esquece desta premissa básica, passa a se engrandecer e o seu EGO passa a ocupar o lugar de Deus no íntimo de seu SER. Busquemos andar nas boas obras, para as quais fomos criados.

Nossa vida aqui é muito breve! As estatísticas dizem que a média de vida do brasileiro é de 71,3 anos. Na verdade esta quantidade de anos é ínfima diante da eternidade. Jó em meio a sua aflição, reconhece esta situação: “O HOMEM, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação.“ Jó 14:1 (ver Sl 103:15). Na verdade só há sentido em viver uma vida tão breve se esta for vivida aos pés da Cruz.

Crescer no conhecimento é uma prioridade na vida do cristão. “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, “ Efésio 4:12-13.

A missão de cada um não é diferente da missão de todos nós: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mateus 28:19-20.

Observemos os preceitos do Criador e mantenhamos nossas vidas na órbita correta!

Pr. Evandro e Dani Cruz

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